Exerça sua cidadania: vote em 4 de outubro e escolha representantes da região para defender a suinocultura

Nas eleições gerais de 2026, a Assuinoeste reforça o papel cívico do produtor rural e orienta a escolha de deputados federais e estaduais que conheçam e defendam a suinocultura do Oeste

No dia 4 de outubro de 2026, os eleitores paranaenses vão às urnas para definir os rumos do estado e do país nas eleições gerais. Estão em disputa os cargos de Presidente da República, Governador do Estado, dois Senadores, 30 Deputados Federais e 54 Deputados Estaduais. Com 8.609.026 eleitores aptos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), o Paraná tem o maior eleitorado da Região Sul. Em polos de produção de suínos, como Toledo e municípios vizinhos, o crescimento do número de votantes reforça o peso da região nas decisões estaduais e nacionais.

No estado, a corrida eleitoral conta com oito candidaturas ao governo e 428 candidatos na disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados. No total, a Justiça Eleitoral registrou 1.063 pedidos de candidatura no Paraná — uma redução de quase 33% em relação às eleições de 2022. Com menos nomes nas urnas, as propostas ganham maior visibilidade, exigindo atenção do produtor rural na hora de avaliar cada plano de trabalho.

Em um estado onde a agropecuária é o motor da economia, candidatos já começam a assinar compromissos com o agronegócio, como planos diretores e cartas-compromisso formulados por entidades do setor, como a FAEP — documentos que depois servem de instrumento de cobrança. A Assuinoeste, com atuação institucional e apartidária, destaca que a escolha responsável nas urnas é o primeiro passo para garantir segurança jurídica, regras ambientais equilibradas e apoio à atividade produtiva.

A força dos deputados da nossa região: presença em Curitiba e Brasília

Entre todos os cargos em disputa, os deputados federais (com 30 vagas no Paraná) e os deputados estaduais (com 54 vagas na Assembleia Legislativa) são os que impactam de forma mais direta a vida do suinocultor. São eles que elaboram, debatem e votam as leis sobre crédito rural, licenciamento ambiental, defesa sanitária e a tributação que incide sobre a produção de alimentos.

Além de legislar, os parlamentares atuam como ponte direta entre o campo e os governos estadual e federal. Um deputado eleito pelo Oeste do Paraná conhece a realidade da granja, entende a rotina da integração e tem proximidade com os produtores locais. É ele quem defende as demandas da suinocultura nos ministérios em Brasília e nas secretarias de Estado em Curitiba, garantindo que o Oeste receba recursos para estradas rurais, energia, conectividade e programas sanitários. Regiões que não elegem representantes fortes perdem voz na divisão do orçamento e ficam em desvantagem na formulação de políticas públicas.

Por que a decisão nas urnas afeta diretamente a rotina da granja

As decisões tomadas no Congresso Nacional, na Assembleia Legislativa e nos órgãos de governo interferem diretamente nos custos de produção e no funcionamento das propriedades. As regras de licenciamento ambiental rural, outorgas de água, exigências em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e normas de armazenamento e uso de dejetos dependem de leis votadas pelos parlamentares e fiscalizadas pelos órgãos ambientais.

A defesa sanitária estadual, executada pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), também precisa de orçamento constante e apoio político para manter o status do Paraná como área livre de febre aftosa sem vacinação. Linhas de financiamento do Plano Safra, taxas de juros para custeio e investimento, melhorias na malha viária do interior e a abertura de novos mercados internacionais para a carne suína dependem de decisões políticas articuladas.

Deixar de votar ou anular o voto enfraquece a representação do agronegócio regional. Quando o produtor não participa, permite que pessoas sem conhecimento sobre a produção animal decidam as normas que regem as propriedades rurais. Unidos, os votos das famílias de suinocultores e trabalhadores dos 54 municípios atendidos pela entidade representam uma força expressiva para proteger os interesses da categoria.

“O voto consciente na urna é o ponto de partida da representação política: decisões tomadas em Curitiba e Brasília sobre crédito, sanidade e meio ambiente chegam diretamente à rotina das granjas no Oeste.”

Critérios práticos sugeridos para avaliar os candidatos

A Assuinoeste não indica candidatos, partidos ou coligações. A orientação aos produtores é utilizar a experiência prática do dia a dia no campo para avaliar os concorrentes com base em critérios claros e objetivos:

  • Conhecimento prático da suinocultura: checar se o candidato compreende o funcionamento da produção integrada, os desafios de biosseguridade, os custos de ração e energia e a rotina de trabalho na granja;
  • Histórico e posicionamento público: verificar a atuação e o histórico de votações de quem já exerce mandato parlamentar em pautas como direito de propriedade, licenciamento ambiental, impostos sobre o agro e apoio à defesa sanitária;
  • Apoio a projetos estratégicos regionais: analisar propostas concretas para o desenvolvimento do biogás e biometano no meio rural e a consolidação do sistema regional de recolha legalizada de carcaças no Oeste;
  • Compromisso com crédito e infraestrutura rural: avaliar se há planos reais para a melhoria de estradas vicinais, ampliação da rede elétrica trifásica no campo, internet rural e destinação de verbas para os órgãos de fiscalização sanitária.
O papel cívico do produtor rural

O presidente da Assuinoeste, Delmar Briccius, destaca o papel cívico do produtor rural e reforça a importância de eleger representantes comprometidos com a região:

“O voto é a ferramenta mais poderosa que o produtor tem da porteira para fora da granja. A Assuinoeste é apartidária e não apoia candidatos, mas orienta critérios de escolha. Precisamos eleger representantes da nossa região, especialmente deputados federais e estaduais que conheçam de perto a realidade da suinocultura e defendam nossas pautas em Curitiba e em Brasília. É indispensável votar em quem assume compromissos claros com a sanidade, com normas ambientais justas e com crédito rural acessível.”

O papel permanente da Assuinoeste junto ao poder público

Com sede em Toledo, atuação em 54 municípios e prestes a completar 51 anos de fundação em dezembro de 2026, a Assuinoeste mantém interlocução técnica e apartidária com os poderes Executivo e Legislativo, atuando de maneira contínua antes, durante e depois das eleições.

Durante o ano eleitoral, a entidade participou de encontros em municípios do polo produtor para apresentar cadernos de demandas aos concorrentes, em articulação com o Sistema FAEP, o Sistema Ocepar e lideranças regionais. As principais prioridades institucionais acompanhadas pela associação incluem:

  • Crédito rural e custeio: ampliação de recursos e prazos adequados para financiamentos de modernização, melhoria de ambiência e retenção de matrizes;
  • Licenciamento ambiental ágil: simplificação dos processos de concessão e renovação de licenças, com critérios técnicos claros para a aplicação de biofertilizante suíno no solo;
  • Consolidação da recolha de carcaças: suporte das políticas públicas e dos órgãos de controle para manter e expandir as rotas de destinação segura de resíduos de suínos na região Oeste;
  • Incentivo à geração de biogás e biometano: apoio a cooperativas e condomínios de produtores para viabilizar a injeção da energia gerada na rede estadual de distribuição;
  • Defesa sanitária oficial: dotação orçamentária contínua para a Adapar, preservando as certificações de sanidade que viabilizam a exportação da carne suína paranaense.

Passado o período eleitoral, a Assuinoeste manterá canal aberto com os governantes e parlamentares eleitos para acompanhar as demandas do campo, cobrar o cumprimento dos compromissos firmados e trabalhar pelo fortalecimento e sustentabilidade da suinocultura no Oeste do Paraná.