O avanço da presença de javalis na região Oeste do Paraná tem acendido um alerta entre produtores rurais, entidades do agro e autoridades ambientais. A espécie, considerada invasora, vem causando prejuízos significativos ao meio ambiente, à produção agropecuária e também representando riscos à segurança das pessoas.
Relatos recentes apontam crescimento no número de animais e aumento dos danos em propriedades rurais, incluindo destruição de lavouras, ataques a criações e impactos diretos na biodiversidade local.
Diante desse cenário, a Assuinoeste está mobilizando os produtores para mapear a situação de forma mais precisa.
Assuinoeste lança pesquisa para dimensionar o problema
Com o objetivo de levantar dados concretos sobre a incidência de javalis na região, a Assuinoeste disponibilizou um formulário para que produtores e moradores possam relatar ocorrências.
A pesquisa pode ser acessada no link:
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf_nzSwfmAhhcmTC4zaD13eppG79kx2u1WIMcN8SYD2avbG5Q/viewform
As informações coletadas serão fundamentais para embasar ações futuras, apoiar decisões junto a órgãos competentes e buscar medidas efetivas de controle da espécie.
Associação alerta para riscos e reforça mobilização
O presidente da Assuinoeste, Delmar Briccius, destaca a gravidade da situação e a importância do engajamento dos produtores:
“O javali é uma espécie invasora que vem se expandindo rapidamente e causando prejuízos cada vez maiores no campo. Além dos danos ambientais e econômicos, também existe o risco à segurança das pessoas. Precisamos de dados concretos para agir com responsabilidade e buscar soluções junto aos órgãos competentes.”
Delmar reforça que a participação dos produtores é essencial neste momento:
“Pedimos que todos que tiveram algum tipo de ocorrência participem da pesquisa. Quanto mais informações tivermos, mais força teremos para levar essa demanda adiante e cobrar medidas efetivas.”
Impactos ambientais e produtivos preocupam setor
Além dos prejuízos diretos nas propriedades, o javali é reconhecido por causar desequilíbrios ambientais, destruindo vegetação nativa, afetando nascentes e competindo com espécies locais.
Na suinocultura, também há preocupação sanitária, já que o contato com animais silvestres pode representar riscos à biosseguridade das granjas.
Chamado à ação
A Assuinoeste reforça o pedido para que produtores, técnicos e moradores da região participem da pesquisa e contribuam com informações.
O levantamento será determinante para orientar estratégias, fortalecer a atuação institucional e buscar soluções que minimizem os impactos causados pela espécie na região.



