Encontro reuniu poder público, órgãos ambientais e setor suinícola para debater solução histórica
No dia 05 de maio, a Assuinoeste participou de uma reunião de grande importância no Gabinete do Prefeito Mario Costenaro, em Toledo. O encontro contou com a presença do Município de Toledo, ADAPAR, IAT, A&R Nutrição Animal e Frimesa, com foco no Projeto Piloto da Recolha de Carcaça.
A reunião marcou um momento decisivo para a suinocultura regional, trazendo à mesa poder público, órgãos ambientais e empresas do setor para discutir uma demanda histórica dos suinocultores: a implementação de um sistema estruturado e legalizado de recolha de carcaças nas propriedades rurais.
Município de Toledo e Assuinoeste apresentam metodologia do projeto piloto
O Município de Toledo, juntamente com a Assuinoeste, apresentou a metodologia que será utilizada no projeto piloto. A apresentação abordou a Instrução Normativa MAPA nº 48 e as regulamentações estaduais que norteiam o processo de recolha nas propriedades rurais e o processamento na empresa credenciada.
A Frimesa, representada pelo presidente Elias José Zydek, teve conhecimento do projeto e da metodologia apresentada, participando ativamente do encontro e contribuindo com sua expertise no processamento de proteína animal.
Durante o encontro, foram levantadas questões fundamentais relacionadas a biossegurança, bem-estar animal e insalubridade quanto à destinação atual das carcaças, temas que refletem a preocupação do setor com práticas sustentáveis e responsáveis.
Monitoramento ambiental e rastreabilidade garantem qualidade do processo
Um diferencial importante do projeto é o monitoramento contínuo realizado pela empresa A&R, que conta com equipamentos instalados pelo órgão ambiental IAT para medir os odores que possam vir a ser gerados no processo de tratamento das carcaças. Essa medição garante conformidade ambiental e tranquilidade para as comunidades próximas.
O veículo de transporte foi inspecionado e credenciado pela ADAPAR, reforçando a segurança sanitária da operação. A recolha segue um rigoroso processo de rastreabilidade, realizado através da DETAM, que coleta dados da propriedade no momento da recolha. Esse documento é imprescindível para garantir o transporte legalizado e a conformidade com as normas vigentes.
Assuinoeste articula setor para resolver demanda histórica
A Assuinoeste, juntamente com o Município de Toledo, vem realizando reuniões contínuas com cooperativas e empresas do ramo suinícola, buscando resolver uma demanda que os suinocultores vêm apresentando há décadas.
O projeto piloto representa um avanço significativo: empresas e poder público agora debatem e implementam soluções para um problema que afeta a atividade há anos.
Importância da integração entre poder público e setor privado
Segundo o presidente da Assuinoeste, Delmar Briccius, a reunião representa um marco importante para a suinocultura de Toledo e da região. “Há muito tempo os suinocultores enfrentam desafios com a destinação adequada de carcaças, e agora vemos poder público, órgãos ambientais e empresas trabalhando juntos para implementar uma solução estruturada e legalizada”.
Delmar ainda enalteceu. “A Assuinoeste está orgulhosa de participar desse processo, articulando o setor e contribuindo para que essa demanda histórica finalmente ganhe forma. Isso mostra que quando há vontade política e engajamento do setor privado, conseguimos avançar em temas complexos e importantes para o desenvolvimento sustentável da atividade.”
O presidente ainda enfatizou. “A Assuinoeste não abre mão do direito do suinocultor a recolha legalizada”.
Assuinoeste reafirma papel estratégico na articulação do setor
A participação da Assuinoeste nesse processo reafirma seu compromisso com o fortalecimento da suinocultura regional e com a busca por soluções que beneficiem os produtores. A entidade segue atuando como elo entre poder público, órgãos reguladores e setor produtivo, contribuindo para a construção de um ambiente mais organizado, sustentável e responsável.
O projeto piloto de recolha de carcaça é um exemplo de como a articulação institucional pode transformar demandas históricas em soluções concretas, beneficiando toda a cadeia produtiva e a comunidade.




