Assuinoeste reforça orientações técnicas e conformidade com a Portaria 265/2018 da ADAPAR para proteger vidas e animais
Segurança rural como prioridade absoluta
A gestão de uma propriedade suinícola eficiente exige atenção rigorosa não apenas aos índices produtivos, mas, primordialmente, à segurança de todos que nela circulam. Entre as medidas preventivas mais críticas e urgentes está o cercamento adequado das esterqueiras. Embora pareça uma ação simples, ela é essencial para mitigar riscos de acidentes graves que, infelizmente, ainda registram ocorrências em diversas regiões do Brasil.
As esterqueiras, por possuírem grande profundidade e alta densidade de dejetos acumulados, representam um perigo extremo. Historicamente, há registros de quedas envolvendo principalmente crianças, mas também adultos e animais. Devido às características físicas dessas estruturas e à natureza do material armazenado, o resgate de uma pessoa após a queda é extremamente difícil e, em muitos casos, as consequências são fatais.
Orientações técnicas e medidas de conscientização
A Assuinoeste reforça aos produtores rurais a necessidade imperativa de manter as esterqueiras totalmente isoladas. O cercamento deve ser robusto o suficiente para impedir o acesso de pessoas não autorizadas e evitar que animais domésticos ou de criação se aproximem da borda. A conscientização deve ser contínua, envolvendo todos os níveis da propriedade.
Além da barreira física, a associação orienta que os produtores adotem um protocolo de segurança que inclua:
- Manutenção rigorosa de portões e acessos sempre fechados e trancados
- Instalação de placas de advertência visíveis com alertas sobre o perigo de queda
- Orientação sistemática de familiares, colaboradores e visitantes sobre os riscos inerentes às estruturas de armazenamento de dejetos.
Conformidade com a legislação e normas da ADAPAR
A regularização das esterqueiras não é apenas uma questão de segurança preventiva, mas também de cumprimento legal. A Portaria nº 265, de 17 de setembro de 2018, da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR), estabelece critérios técnicos claros para o cercamento dessas áreas.
De acordo com o Art. 3º da referida portaria, a cerca de isolamento deve possuir altura mínima de 1,5 metro. A estrutura deve contar, em sua parte inferior, com no mínimo 1 metro de tela com malha de, no máximo, 6 cm.
Além disso, a tela deve ser instalada sobre uma base sólida de alvenaria com, no mínimo, 10 cm de altura. O descumprimento dessas especificações pode acarretar sanções administrativas, além de expor a propriedade a riscos evitáveis.
Segurança no campo é uma responsabilidade compartilhada
O presidente da Assuinoeste, Delmar Briccius, enfatiza que a segurança no campo é uma responsabilidade compartilhada que exige vigilância constante:
“A segurança dentro da porteira deve ser tratada com o mesmo rigor que tratamos a sanidade dos nossos animais. O cercamento das esterqueiras, seguindo as normas da ADAPAR, é uma medida que pode salvar vidas. Não podemos admitir que acidentes evitáveis continuem acontecendo por falta de uma barreira física adequada. É responsabilidade do produtor rural garantir que sua propriedade seja um ambiente seguro para sua família e seus colaboradores. A Assuinoeste tem o compromisso de conscientizar e apoiar o suinocultor para que a nossa atividade seja exemplo de responsabilidade e cuidado com a vida.”
Compromisso com a segurança no campo
A Assuinoeste reafirma seu papel institucional de orientar e dar suporte técnico aos suinocultores do Oeste do Paraná. A prevenção de acidentes é um pilar fundamental da sustentabilidade social da atividade. Ao manter as propriedades em conformidade com a legislação e investir em sinalização e isolamento de áreas de risco, o produtor protege seu maior patrimônio: a vida.
A associação permanece à disposição para esclarecer dúvidas técnicas sobre as especificações de cercamento e auxiliar na implementação de melhores práticas de segurança rural.



