Oeste do Paraná consolida hegemonia na produção de proteína animal e emplaca quatro municípios no Top 5 estadual

Toledo, Marechal Cândido Rondon, Santa Helena e Assis Chateaubriand integram o maior pólo produtivo do país, sob a representatividade da Assuinoeste
Hegemonia estadual e recordes na produção de proteína animal

O Paraná consolida de forma inequívoca sua posição como o maior e mais eficiente polo produtor de proteína animal do Brasil. Dados oficiais apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), em conjunto com os relatórios da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (SEAB/DERAL), atestam a liderança isolada do estado no abate de frangos — com quase 35% de participação no volume nacional —, a vice-liderança em suínos e leite, a terceira colocação em produção de ovos e presença sólida entre os dez maiores produtores de carne bovina.

Em 2025, o estado bateu recordes históricos sucessivos em todas as principais cadeias da pecuária e da aquicultura, posicionando dez cidades paranaenses entre as campeãs nacionais do agronegócio. No centro dessa engrenagem de alta tecnologia e produtividade, a região Oeste do Paraná reafirma seu protagonismo absoluto ao abrigar quatro dos cinco municípios líderes do ranking estadual de proteína animal, compondo o maior cluster produtivo da América Latina.

O Top 5 dos municípios paranaenses na proteína animal

A força do agronegócio paranaense é impulsionada pelo dinamismo de cinco municípios que lideram a transformação de grãos em proteína de alto valor agregado:

1º Toledo: Maior polo de suínos e aves do estado, Toledo liderou o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Paraná em 2025 com a marca de R$ 5,16 bilhões, mantendo a primeira colocação pelo 13º ano consecutivo. O município ostenta o título de maior produtor de suínos do Brasil há 13 anos ininterruptos, atividade que responde por R$ 1,96 bilhão (38%) de todo o faturamento rural toledano. Somadas, a suinocultura e a avicultura geram 58% da riqueza do campo no município. Toledo é também referência em biosseguridade ao sediar o pioneiro Projeto de Recolha Legalizada de Carcaças.

2º Castro: Situada na região dos Campos Gerais, a cidade é o maior polo de pecuária leiteira do país. Conforme dados do IBGE, Castro liderou o ranking nacional com uma produção recorde de 484,4 milhões de litros de leite em 2024 (alta de 6,7%) e figura como a terceira cidade brasileira com maior valor total na produção de origem animal. Em 2025, o município registrou um VBP de R$ 4,04 bilhões, consolidando-se como centro de excelência em melhoramento genético e alta tecnologia aplicada à pecuária de leite.

3º Marechal Cândido Rondon: Destaque pela diversificação produtiva de excelência no Oeste, o município combina alta densidade na suinocultura, avicultura de corte, bacia leiteira e piscicultura. O município é polo estratégico na produção de tilápia — segmento no qual o Paraná é líder nacional absoluto, com 273,1 mil toneladas em 2025. Marechal Cândido Rondon também integra a malha em operação do Projeto de Recolha Legalizada de Carcaças da Assuinoeste, destacando-se pela perfeita integração entre cooperativas, agroindústrias e a agricultura familiar.

4º Santa Helena: Integrante do núcleo do pólo produtor do Oeste, o município se destaca pela expressiva escala na terminação de suínos e criação de frangos de corte. A integração estruturada entre os produtores locais e os grandes complexos cooperativos e agroindustriais confere a Santa Helena elevada estabilidade econômica, geração contínua de empregos e alto índice de modernização nas instalações rurais.

5º Assis Chateaubriand: Com forte expansão industrial e alta concentração de granjas de aves e tanques de aquicultura, o município figura oficialmente no levantamento do IBGE entre os principais polos nacionais na produção e processamento de pescado. Sua base produtiva diversificada e tecnificada agrega valor à cadeia de grãos regional e fortalece a geração de renda das famílias do campo.

Representatividade regional e atuação da Assuinoeste

A presença de quatro municípios do Oeste entre os cinco maiores produtores de proteína animal do Paraná (Toledo, Marechal Cândido Rondon, Santa Helena e Assis Chateaubriand) reflete a solidez do modelo produtivo defendido pela Assuinoeste. Fundada em 1975 e prestes a completar 51 anos de história em dezembro de 2026, a entidade representa quase 16.000 propriedades suinícolas distribuídas em 54 municípios.

A entidade desempenha um papel técnico e institucional central para garantir que esses resultados históricos sejam acompanhados de conformidade ambiental, segurança jurídica e rentabilidade para o produtor. Entre as ações de vanguarda lideradas pela Assuinoeste, destaca-se o Projeto de Recolha Legalizada de Carcaças, atualmente em plena operação em nove municípios do Oeste, transformando passivos sanitários em biodiesel e consolidando a região como padrão internacional de sustentabilidade.

Oeste do Paraná no topo do agronegócio 

O presidente da Assuinoeste, Delmar Briccius, enfatiza o orgulho regional e a responsabilidade de manter o Oeste no topo do agronegócio nacional:

“Os dados oficiais do IBGE e da SEAB comprovam aquilo que nós vivemos todos os dias: o Oeste do Paraná é o coração pulsante da proteína animal no Brasil. É motivo de imenso orgulho para a Assuinoeste constatar que quatro dos cinco municípios líderes do estado estão dentro da nossa base territorial. Essa liderança de Toledo há 13 anos e a força incontestável de Marechal Cândido Rondon, Santa Helena e Assis Chateaubriand são frutos do trabalho diário de milhares de famílias que investem em genética, sanidade e gestão. Mas essa pujança só se sustenta porque existe um associativismo forte, que defende o produtor da porteira para dentro e assegura soluções inovadoras, como a recolha de carcaças e a segurança hídrica. A Assuinoeste reafirma seu compromisso de continuar trabalhando ao lado de cada suinocultor para manter a nossa região como referência mundial de produtividade, respeito ambiental e competência no campo.” 

Sustentabilidade e compromisso com o futuro

Os expressivos números apurados pelos órgãos oficiais reforçam a necessidade de investimentos contínuos em biosseguridade, desburocratização de licenças ambientais, garantia de recursos hídricos e segurança jurídica no meio rural. 

A Assuinoeste permanece atuante junto a órgãos reguladores, cooperativas, integradoras e poderes públicos para que o Oeste do Paraná preserve sua competitividade, amplie a abertura de mercados internacionais e assegure a valorização do produtor que alimenta o Brasil e o mundo.