Reunião com vereadores e assessores debateu a destinação ambientalmente correta das carcaças, o direito de escolha do suinocultor e a segurança para quem adere ao projeto — e colocou na mesa os relatos de pressão sobre produtores para não aderirem, risco que pode fortalecer a recolha clandestina
A pauta da suinocultura chega ao Legislativo
Na manhã de 15 de outubro, a Assuinoeste participou de reunião no plenário da Câmara de Vereadores de Toledo — cidade-sede do projeto-piloto de recolha legalizada —, com a presença de vereadores e seus assessores. No centro do encontro, o Projeto de Recolha Legalizada de Carcaças de Suínos — iniciativa que já teve seu funcionamento de ponta a ponta retratado em reportagem veiculada na TV (assistir aqui) e que avança também no campo político-institucional, fortalecendo o diálogo entre o setor produtivo e o poder público.
O debate foi estruturado em torno de três pontos centrais para a suinocultura do Oeste:
- A destinação ambientalmente correta das carcaças — com o projeto oferecendo uma cadeia controlada, rastreada e fiscalizada, do recolhimento na granja até o processamento;
- O direito de escolha do suinocultor — a adesão ao projeto é uma decisão do produtor, e cabe à entidade garantir que essa escolha seja livre, informada e respeitada;
- Segurança e respaldo para quem adere — o produtor que opta pela recolha legalizada precisa ter certeza jurídica, sanitária e ambiental de que está fazendo o certo.
Por que essa discussão importa
O recolhimento legalizado de carcaças existe para resolver um problema que o produtor carrega há décadas: dar destino correto aos animais mortos na granja, em um volume que já desafia a capacidade da compostagem na região. O projeto cria uma alternativa credenciada — com controle sanitário, rastreabilidade e biossegurança do início ao fim — que protege o produtor, a granja e toda a cadeia.
Mas, para que a iniciativa cumpra seu papel, ela precisa ser adotada com segurança. E é aqui que entra o ponto levantado na reunião.

A pressão que preocupa a entidade
Durante o encontro, foi discutida a pressão psicológica que alguns suinocultores relatam sofrer por parte de empresas integradoras para não aderirem ao projeto. A situação acende um alerta: coibir a adesão do produtor pode empurrá-lo para a recolha clandestina de carcaças, prática em desacordo com as exigências ambientais e sanitárias, que expõe a propriedade a autuações e coloca em risco toda a sanidade da suinocultura do Oeste.
A mensagem que a Assuinoeste levou ao plenário é direta: a decisão sobre a destinação das carcaças é do produtor. Nenhuma pressão de terceiros pode sobrepor a escolha de quem é o responsável legal, ambiental e sanitário pela propriedade. E quanto mais obstáculos à recolha legalizada, maior o risco de o sistema recuar para a clandestinidade — exatamente o oposto do que o projeto busca.
Diálogo com o poder público é parte da solução
A reunião reforça a estratégia da Assuinoeste de levar as pautas da suinocultura ao Legislativo — do custo de produção à rentabilidade do produtor, da água à destinação de carcaças. A conscientização sobre a destinação adequada dos animais mortos, a valorização do direito de escolha do suinocultor e o fortalecimento do projeto junto aos representantes do povo são passos concretos para uma suinocultura mais segura, responsável e sustentável no Oeste do Paraná.
A voz da liderança
O presidente da Assuinoeste, Delmar Briccius, avaliou o encontro:
“Levar o projeto de Recolha Legalizada ao plenário da Câmara de Toledo foi mais um passo no diálogo com o poder público. O vereador precisa entender o que está em jogo: o produtor que adere à recolha legalizada está cumprindo a lei, protegendo sua propriedade e a sanidade de toda a região. Essa escolha é dele, e ninguém pode impedir ou intimidar quem decide fazer o certo.”
“O que nos preocupa é o produtor acabar voltando para a recolha clandestina, que é o pior cenário para ele e para todos nós. A Assuinoeste vai seguir dando respaldo jurídico e técnico a quem adere ao projeto. Quem faz a recolha legalizada não está sozinho.”
Onde encontrar o projeto
O funcionamento completo da cadeia de recolha legalizada — da coleta credenciada ao processamento — está disponível no site da Assuinoeste, junto com a reportagem de TV que mostrou o projeto em ação. O associado que quiser aderir ou tirar dúvidas pode falar diretamente com a entidade.




