Associativismo em roda de conversa: Assuinoeste reúne produtores integrados da 3B Agro

Encontro na noite de 14 de outubro, na sede da empresa em Toledo, debateu os benefícios da associação, o associativismo como força coletiva, a Recolha Legalizada de Carcaças e a sanidade do rebanho — reforçando a presença da entidade junto ao produtor, onde a suinocultura realmente acontece

Uma noite de conversa com quem produz

No dia 14 de outubro, a Assuinoeste participou de uma reunião em formato de roda de conversa na sede da 3B Agro, em Toledo, com os produtores integrados à empresa do proprietário Jandir Bombardelli. O formato foi escolhido de propósito: sem palco e sem formalidade — perguntas abertas, diálogo direto e as dúvidas reais do dia a dia da granja pautando a conversa.

Quatro temas estruturaram o encontro: os benefícios da associação, o associativismo, a Recolha Legalizada de Carcaças de Suínos e a sanidade — frentes que, no fundo, conversam entre si: um produtor bem informado, associado e dentro das exigências sanitárias e ambientais é o produtor que sobrevive e prospera.

O que o associado leva de volta para a granja

A conversa começou pelo essencial: o que significa fazer parte da Assuinoeste. A entidade trabalha diariamente por quem produz — informando o associado com dados confiáveis de mercado, defendendo as pautas do setor junto ao poder público, orientando em conformidade ambiental e sanitária e levando a voz da suinocultura do Oeste aos espaços de decisão, do município ao estado.

O associativismo foi apresentado pelo que ele é: a força que nenhum produtor teria sozinho. Quando o setor fala em conjunto, pautas avançam, problemas encontram solução e a categoria deixa de ser refém de decisões tomadas sem a sua participação. É essa lógica que sustenta iniciativas como a mobilização recente em torno das regras de uso da água e que levou o projeto de recolha legalizada ao plenário da Câmara de Vereadores de Toledo — ambos temas vivos na agenda da entidade.

Recolha legalizada: o produtor escolhe, a entidade dá respaldo

Um dos pontos que mais gerou debate foi a Recolha Legalizada de Carcaças de Suínos — projeto-piloto sediado em Toledo que criou uma cadeia credenciada, rastreada e fiscalizada para a destinação dos animais mortos na granja, do recolhimento até o processamento. O funcionamento completo da iniciativa foi retratado em reportagem veiculada na TV (assistir aqui).

Na roda de conversa, a mensagem ficou clara: aderir à recolha legalizada é uma escolha do produtor — e uma boa escolha. O sistema substitui um passivo histórico por um processo com controle sanitário, biossegurança e destinação ambientalmente correta, com respaldo técnico da entidade para quem adere. Conforme debatido na reunião com vereadores realizada na manhã do dia seguinte, pressionar o produtor para não aderir só serve para empurrá-lo de volta à recolha clandestina — o pior cenário para a granja e para toda a região.

Sanidade: o passaporte da suinocultura do Oeste

O quarto tema encerrou a noite no ponto mais estratégico: a sanidade do rebanho. O status sanitário é o maior patrimônio da suinocultura brasileira — é ele que abre mercado, sustenta o valor do produto e protege a renda de milhares de famílias produtoras. E ele se constrói e se mantém dentro de cada granja: biosseguridade nas entradas e saídas, manejo correto, destinação adequada dos animais mortos e atenção constante aos protocolos.

Para a Assuinoeste, cada conversa como essa é um investimento na mesma direção: mais informação circulando, mais produtores protegidos e uma suinocultura do Oeste mais segura, responsável e sustentável.

Uma roda de conversa com muito diálogo 

O gerente executivo da Assuinoeste, Edson Pacheco, avaliou o encontro:

“Falar sentado à mesa com o produtor é a melhor forma de fazer o associativismo funcionar. Na roda de conversa com os integrados da 3B Agro, a gente não veio dar discurso — viemos ouvir, responder e mostrar, um por um, os benefícios que a associação entrega na prática. Quem sai de uma conversa dessas sai sabendo que não está sozinho na granja.”

“A recolha legalizada e a sanidade andam juntas. O produtor que dá destino correto aos animais mortos está protegendo a própria granja e o status sanitário que garante o mercado de todos nós. E a escolha é dele — a Assuinoeste existe justamente para dar informação e respaldo para que ele decida bem. Vamos seguir levando essa conversa região por região, granja por granja.” 

Faça parte — e produza com respaldo

A roda de conversa com os produtores da 3B Agro é parte do calendário permanente de aproximação da Assuinoeste com os produtores da região. Sua granja também pode receber essa conversa, e o seu negócio também pode contar com a força do associativismo.