Em entrevista no dia 22 de outubro, a entidade foi representada no ar por Edson Pacheco e Leoclides Bisognin, que debateram os rumos da suinocultura do Oeste — com destaque para o projeto de Recolha Legalizada de Carcaças, tema central da semana de mobilização do setor, e a defesa do produtor nos espaços de decisão
A suinocultura no ar — onde o público está
Na manhã de 22 de outubro, a Assuinoeste participou do Microfone Aberto, programa ao vivo da Massa FM Toledo — uma das rádios de maior audiência da região, com produção jornalística focada na capital do agronegócio do Paraná. A entidade foi representada no estúdio por Edson Pacheco e Leoclides Bisognin. O convite reforça o papel que a rádio exerce como termômetro da cidade e espaço privilegiado para o debate público das pautas que movem o Oeste.
Para a entidade, ir ao ar é levar a voz do suinocultor para onde o debate acontece: direto ao ouvinte, sem filtro — ao produtor na granja, ao consumidor na cidade e ao poder público que acompanha os temas do dia.
O tema central: a recolha de carcaças e a semana decisiva do setor
A entrevista aconteceu em plena semana decisiva para a suinocultura do Oeste. Um dia antes, no dia 21, a Prefeitura de Toledo reuniu MAPA, Embrapa, ABRA, ABRAVES, órgãos ambientais, integradoras, cooperativas e produtores para discutir a destinação das até 50 toneladas de carcaças geradas por dia no município — problema sanitário que se arrasta há 20 anos. Anteriormente(15/10), foi a vez do plenário da Câmara de Vereadores receber o projeto de Recolha Legalizada.
No Microfone Aberto, a Assuinoeste levou esse contexto ao público: a dimensão real do desafio, o projeto de recolha legalizada já em funcionamento na região — retratado em reportagem veiculada na TV (assistir aqui) — e, principalmente, o direito de escolha do produtor: aderir à recolha legalizada é decisão do suinocultor, e pressões para impedir a adesão só empurram a cadeia de volta à clandestinidade, o pior cenário sanitário e ambiental para todos.
Mais do que carcaças: o momento da suinocultura
O papo no estúdio abriu espaço também para o quadro geral da atividade: o custo de produção pressionado por milho e soja voláteis, a rentabilidade do produtor como pauta permanente da entidade, a conformidade ambiental nas granjas — das esterqueiras no período de chuvas ao automonitoramento da água — e o associativismo como resposta coletiva: nenhuma granja enfrenta sozinha o que o setor enfrenta hoje.
A mensagem central deixada no ar foi a de sempre: a Assuinoeste existe para defender quem produz — com informação confiável, representação política nos espaços de decisão e respaldo técnico dentro da propriedade.
Informação ao produtor rural
O gerente executivo da Assuinoeste, Edson Pacheco, avaliou a participação no programa:
“O microfone da rádio é o microfone do produtor. Levar ao ar a pauta da recolha de carcaças — depois de uma semana que tivemos a Câmara e a reunião na Prefeitura com MAPA e Embrapa na mesa — mostra que o tema saiu do silêncio de 20 anos e virou debate público. E é assim que a solução acontece.”
“Quem ouviu o programa hoje soube de uma coisa: o suinocultor do Oeste não está sozinho. A Assuinoeste segue levando a pauta a cada espaço — assembleia, Câmara, prefeitura, rádio — até a carcaça ter destino legal e seguro em toda a região.”
Ouça e acompanhe
A entrevista está disponível na página da Massa FM Toledo no Facebook (assistir aqui) — e os desdobramentos da pauta da recolha de carcaças seguem sendo acompanhados e informados pela Assuinoeste a seus associados.



